


Passo sempre por esse café, digo Bonjour e ela sempre responde. Mesmo que esteja na última mesa, mesmo que triste, mesmo que acompanhada, mesmo que com a boca cheia, mesmo que distraída, mesmo que lendo. E sempre é tão cheio de humor. Eu chego e digo, nada pedi para que ela me desejasse um bom dia, mas ela deseja… Mesmo que não tenha sido pra ela. Mas, então, eu aprendi a dizer sempre esse bom dia cheio pra ela… E ela sempre usa essa blusa com três botões e deixa um aperto. Ela sempre com a voz tão limpa, sempre tão bem cuidada, sempre tomando um café preto… Sempre tão linda. O problema é que eu só sei dizer Bonjour… E acho que ela já entendeu o que eu quero dizer é J’taime. — GH.
(AA.)

Me apaixonei. Abre uma cerveja.
—guilhermehotto.
Angra dos Reis – (Legião Urbana.)
(via lettera)